Por Arthur Castro – Ideia de Marketing

No último dia 10/06, o Google apresentou o #MobileDay. Diversos cinemas foram reservados Brasil a fora para exibirem um documentário com um overview geral do mercado (e claro fazer um pequeno jabá do Google. [Mas eles deram pipoca e refrigerante então tá tranquilo] ). Mas, acima de tudo, deixaram claro que a pergunta deixou de ser “POR QUE fazer mobile?” para “COMO fazer mobile!?

Mesmo assim é incrível como esse mantra “pensar mobile” já é falado há bons anos e até hoje grande parte das empresas ainda acha que isso “é modinha”. Gostaria de saber em qual mundo essas pessoas vivem, visto que é mais que visível (aliás, pode ser que não seja visível porque elas estejam olhando para seu mundo de 4 ou 5 polegadas no caminho para o trabalho, em casa e em qualquer outro lugar). É incrível o número enorme de páginas não adaptadas para mobile e como o Google constatou, o investimento em mobile aqui no país ainda é de apenas 5%. ISSO MESMO, CINCO!

Veja:

  • As buscas em mobile ultrapassaram o desktop;
  • Quase 50% dos vídeos do Youtube são vistos via mobile;
  • São 48,3 milhões de smartphones na classe C;
  • A classe C vai movimentar cerca de 1.3 trilhões de reais em 2015 (se fosse um país, estaria no G20 do consumo mundial).
Em uma década, a classe C cresceu 204%.
Em uma década, a classe C cresceu 204%.

O documentário reforça muito como o mobile vai muito além de apenas um smartphone. Mobile é um momento, é estar longe e tomar decisões no meio de uma viagem. Mobile é poder tirar dúvidas, saber qual hotel tem por perto para poder reservar de última hora e muito mais.

Baseado nisso, o Google lembrou mais uma vez do conceito dos micro-momentos. Que são “momentos espontâneas de tomada de decisão que ditam resultados ao longo de toda a jornada de consumo”. A corrida pela atenção da telinha e uma experiência interessante pode fazer toda a diferença. Para entender esses momentos e ter sucesso, precisamos primeiro entender as pessoas depois a tecnologia.

Outra coisa interessante que foi discutida é aquela eterna dúvida: site mobile ou app? Bom, primeiro fazer o dever de casa no site mobile para depois reforçar a presença e engajar ainda mais os usuários via app.

Mais um assunto muito falado nessa era mobile foi a UX (user experience) e listou algumas perguntinhas básicas que devem ser feitas para melhorar cada vez mais esse processo:

  • Quem é seu consumidor?
  • O que ele quer?
  • Ele navegou com facilidade?
  • A experiência foi prazerosa?
  • Ele usaria seu produto/serviço novamente?

Muito interessante foi um dos comentários do Luke Wroblewski (uma das maiores referências de mobile no mundo) onde disse que além de pensar em um conteúdo que caiba em uma tela de forma relevante, evite distrações e pense em como o usuário faz a interação em um mundo diferente, com mil coisas acontecendo ao redor (não sentado de frente para uma tela gigante que toma toda atenção, como no desktop).

Outro lembrete foi: apresentar o conteúdo certo, no momento certo. O documentário apresentou os estágios de consideração de “SEE – THINK – DO – CARE” e que para cada um desses estágios, está enquadrado um tipo de consumidor que merece um anúncio de uma maneira diferente, além do que, as métricas devem ser baseadas em cada um dos estágios, não apenas em conversão, conversão e conversão. Na verdade, o mobile proporciona uma gama de “micro-conversões” e os KPIs devem ser repensados para cada uma delas. E sobre os estágios:

  • SEE – Estágio onde os anúncios são para uma base mais ampla, mas qualificada. Ex: pessoas que usam roupas”
  • THINK – Base qualificada com alguma intenção de compra.Ex: pessoas que usam roupas e pensam que devem precisar de mais roupas em algum momento.
  • DO – Maior audiência qualificada possível com MUITA intenção de compra. Ex: pessoas que usam roupas e estão querendo comprar mais agora (melhor audiência, sempre).
  • CARE – Consumidores fieis! Ex: Aqueles que já compraram mais de uma vez na sua empresa

E para isso, reforçou a necessidade de pensar diferente, e que num mundo que muda tanto devido ao mobile, devemos:

  • Repensar a experiência;
  • Repensar a comunicação;
  • Repensar as métricas.

Porque como disse Larry Page (CEO do Google), “os consumidores esperam e merecem experiências mobile incríveis.”

O vídeo completo com essas e muitas outras informações podem ser vistos abaixo (com um show a parte de Avinash Kaushik, Evangelista do Google)

Por Arthur Castro. Texto reproduzido com a permissão do autor.

Publicação original: http://www.ideiademarketing.com.br/
Link do artigo original: http://www.ideiademarketing.com.br/2015/06/11/google-mobileday-a-pergunta-mudou-de-por-que-fazer-mobile-para-como-fazer-mobile/
Conteúdo completo disponibilizado pelo Google em: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/collections/mobile-day.html

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